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O consumo de uma variedade de alimentos em quantidades adequadas é essencial para a manutenção da saúde e do crescimento da criança. Para ingerir uma dieta variada, além da disponibilidade dos alimentos, é fundamental uma adequada formação dos hábitos alimentares. A preferência por determinados alimentos e o controle de sua ingestão se dá por meio de um processo de aprendizagem que começa muito cedo.

Acredita-se que a base dos hábitos alimentares seja formada já durante o primeiro ano de vida. A criança pequena come quando sente fome. Mais tarde, na idade escolar, o ato de se alimentar fica mais complexo, estando envolvidos fatores fisiológicos, psicológicos, sociais e culturais, ou seja, fatores externos, além da fome, passam a regular a ingestão de alimentos. Em geral, as crianças tendem a rejeitar alimentos que não lhe são familiares.

Esse tipo de comportamento já se manifesta em crianças de seis meses. Porém, com exposições freqüentes, os alimentos novos passam a ser aceitos, podendo ser incorporados à dieta da criança. Em média, são necessárias de oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança. Muitos pais, talvez por falta de informação, não entendem esse comportamento como sendo normal de uma criança e interpretam a rejeição inicial pelo alimento como uma aversão permanente ao mesmo, desistindo de oferecê-lo à criança.

A atitude da pessoa que alimenta a criança também parece influenciar os futuros hábitos alimentares desta criança. As crianças tendem a não gostar de alimentos quando, para ingerí-los, são submetidas à chantagem, coação ou premiação. Por outro lado, alimentos oferecidos como recompensa são os prediletos. Infelizmente, muitos desses alimentos não são os mais recomendados pelo excesso de açúcar, gordura ou sal. Assim como as crianças pequenas aprendem a gostar de alimentos que lhe são oferecidos com freqüência, elas passam a gostar dos alimentos da maneira como lhe foram apresentados inicialmente.

O que fazer?

  • Recomenda-se que os alimentos sejam oferecidos aos bebês separadamente, para que a criança identifique os vários sabores e, desta forma, aceite-os.
  • Não se deve acrescentar açúcar ou leite nas papas nos bebês (na tentativa de melhorar a sua aceitação), pois podem prejudicar a adaptação da criança às modificações de sabor e consistência das dietas.
  • Nessa fase inicial, seguramente, manifestar-se-ão as predisposições genéticas como a preferência pelo sabor doce, a rejeição aos sabores azedos e amargos e uma certa indiferença pelo sabor salgado. Por isso, a exposição freqüente a um determinado alimento facilita a sua aceitação. Em média, são necessárias de 8 a 10 exposições ao alimento para que ele seja aceito pela criança.
  • O respeito ao tempo de adaptação aos novos alimentos, às preferências e aos volumes que desejam ser consumidos, permitirão a atuação dos mecanismos reguladores do apetite e saciedade. Estes devem ser praticados, desde a introdução, sob o risco de interferirmos negativamente na capacidade de auto-regulação da ingestão alimentar.
  • Quando a criança já for capaz de se servir à mesa e comer sozinha, essa conduta deverá ser permitida e estimulada.
  • Nessa fase devem ser respeitadas as preferências alimentares individuais tanto quanto possível. Quando a criança recusa insistentemente um determinado alimento, o ideal é substituí-lo por outro que possua os mesmos nutrientes, ou variar o seu preparo, se ele for fundamental.
  • Comportamentos como recompensas, chantagens, subornos, punições ou castigos para forçar a criança a comer, devem ser evitados, pois podem reforçar a recusa alimentar da criança.
  • Quando as crianças já estiverem maiores, as refeições e lanches devem ser servidos em horários fixos diariamente, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição.
  • Um grande erro é oferecer ou deixar a criança alimentar-se sempre que deseja, pois assim, não terá apetite no momento das refeições principais. O intervalo entre uma refeição e outra deve ser de duas a três horas.
  • A oferta de líquidos nos horários das refeições deve ser controlada porque o suco, a água e, principalmente, o refrigerante distendem o estômago, podendo dar o estímulo de saciedade precocemente. O ideal é oferecê-los após a refeição, de preferência água ou sucos naturais.
  • A monotonia alimentar, sem variações do tipo de alimento e de preparações é um fator que pode tirar o apetite e o interesse da criança pelo alimento. Assim, uma alimentação equilibrada deve ser representada por uma refeição com grande variedade de cores, texturas, formas interessantes e colocação no prato de forma atrativa. Embora, seja desaconselhável fazer com que a criança aceite os alimentos somente se estiverem enfeitados.
  • Envolver a criança nas tarefas de realização da alimentação como participar da escolha do alimento, da sua compra no mercado ou feira e da preparação dos alimentos é muito importante.
  • A criança deve ser confortavelmente acomodada à mesa com os outros membros da família.
  • É importante que a atenção esteja centrada no ato de se alimentar para que o organismo possa desencadear seus mecanismos de saciedade. O ambiente tranqüilo facilitará a confiança e o prazer da criança em se alimentar.
  • A aceitação dos alimentos se dá não só pela repetição à exposição, mas também, pelo condicionamento social e a família é o modelo para o desenvolvimento de preferências e hábitos alimentares. Portanto, é importante que desde o primeiro ano de vida, na introdução dos alimentos complementares, a criança observe outras pessoas se alimentando.

Nesse momento de inúmeras descobertas a Escola Turma do Giz de Cera está de portas abertas para dúvidas e orientações, assim como para formar hábitos alimentares adequados em cada um de seus alunos!

 

Samira Carvalho Gonçalves
Nutricionista CRN2 6929P

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